sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pixelmusic

Sim, eu andei sumido daqui, mas tudo bem.

Vim aqui avisar que ando postando no site Pixelmusic e que vale a pena conferir.

Chiptunes, oh yeah!

Volto ainda aqui logo, não se preocupem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Minusbaby - Saudade For Beginners


Finalmente. Há alguns meses atrás, quando eu conheci o trabalho do minusbaby, em seu site já dizia que ele lançaria esse disco em breve. E aqui ele está.

Minusbaby é o projeto de Richard Caraballo, um nova yorquino que ama o Brasil. Ele é sem dúvida um caldeirão de influencias: Krautrock, pós-punk, No-wave, MPB, bossa nova, shoegaze, samba... E por conta disso suas músicas são distintas da maioria dos chiptunes.

Com esse disco suas influências brasileiras são bem visiveis, tanto nos nomes como em tentativas de como seria um agogô e cuica versão 8 bits. As faixas foram compostas em São Paulo, quando Richard passou por aqui ano passado, e em Nova York. Os nomes são engraçados e ele me disse que quando toca ao vivo algumas músicas as pessoas não entendem o nome só porque não é inglês.

Comendo pão e passando mal, a abertura do disco, tem uma influência enorme da Tropicália e do samba.
El Camino de Tu casa a la mia casa é a segunda faixa do disco e é ótima por conta da parada que existe no meio da música.
São Roque (Bella/Boa) é uma das minhas músicas favoritas nos últimos tempos. Tem uma batida poderosa, a melodia fica na cabeça por dias...
Minha Caipirinha é Ótima (Very, Very) é mais lenta que o resto do disco, mas quem liga se a caipirinha é ótima?
E a favorita do público, Ela Chegou, é de uma beleza admirável. Quando ouvir tente imaginar um pandeiro e um cavaquinho numa roda num bar com algumas caipirinhas. Perfeito.

Nós brasileiros ainda temos um complexo de inferioridade, todos sabemos. Mas parece que a inovação por aqui se limita a pegar tudo, jogar no copo e bater. Minusbaby não faz isso não. Ele pega, amassa tudo, mistura com gelo e açucar e fica uma beleza.

Download aqui, no 8bitpeoples

E como ele diz: Balança isso que a sua mom te deu!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

GUIA BÁSICO DE CHIP MUSIC

Olá. Espero, com esse artigo, contar algumas verdades e inverdades sobre esse gênero que vem crescendo no mundo e em breve também será algo comum no Brasil: o Chiptunes (Chip music, 8bit, lowtec music, etc). Eu, sinceramente, prefiro o termo chip music por explicar exatamente como é o funcionamento de tal gênero musical, exceto pelo uso de plugins e VSTs para softwares de música digital, como o FLStudio (já que tais programas não criam informações para os chips de música de nenhum hardware).

O grande barato de fazer música com hardwares antigos é exatamente a limitação de tais. O Game Boy, por exemplo, conta apenas com quatro vozes. E por vozes eu digo canais que produzem som. No caso do Game Boy temos duas vozes de Pulso, uma de Ondas (Wave) e outra de Ruído Branco. Já o Commodore64 tem três vozes, mas não tem distinção entre elas, podendo programar qualquer tipo de ruído em todas as faixas (colocar ruído branco em algumas notas, pulso em outras, etc).
Lembrem-se que a limitação é a chave do negócio, pois coisas incríveis surgem dela.

Queria lembrar que faltei com links por aqui, mas tenho certeza que com pouca habilidade no google muitos programas são encontrados.

UM POUCO DE HISTÓRIA:

Lá nos anos 80, quando a maioria de vocês (inclusive eu) ainda era criança ou nem havia sido planejada, surgiam programadores de videogames que criavam os chamados demos, o qual eram basicamente um videoclipe para videogames/computadores. Como exemplo, sabe aqueles programas chamados cracks? Então, geralmente os que tocam uma música são influenciados por esses caras que faziam esse tipo de coisa a muitos e muitos anos atrás.
De demo criou-se a demoscene, que é basicamente uma cena nórdica, pois muitos programadores são daquela parte especifica da Europa.
Conforme os anos se passaram os videogames se tornaram obsoletos e as crianças foram crescendo. Nesse terreno fértil de memórias os mesmos programadores foram criando programas para fazer música chamados trackers, que é praticamente a única de se fazer música para videogames.
Algo que não devemos confundir é trilha sonora com chip music. Uma coisa é diferente da outra pois chip music não vem acompanhada de um jogo. Prosseguindo...
Desde o final dos anos 80 vem se fazendo música a partir dos videogames, então, como tudo no mundo, entre o final dos anos 90 e começo de 2000, com o surgimento do Nanoloop e Little Sound Dj, os dois programas básicos para se fazer música com o Game Boy, houve um crescente aumento de pessoas interessadas nesse tipo de música.
Mas, como nós já sabemos (ou deveríamos saber), com a criação do 8bitpeoples (uma das mais famosas netlabels de chip music, e sim, eu explicarei o que é netlabel mais pra frente) e artistas como Nullsleep (criador do 8bitpeoples), Bit Shifter e Sabrepulse, houve um boom da cena e se infestou de posers! Oh meu Deus!
Mas nada pra se preocupar. Vamos ao que interessa!

TA, MAS COMO EU FAÇO MÚSICA?

Antes de qualquer coisa quero salientar que, apesar de importante, o Game Boy não é a única maneira de se criar chip music. Nunca foi a principal exceto nos tempos atuais. Podemos usar também o Commodore 64, Ataris dos mais diversos, Amiga, Mega Drive, NES, Master System / Game Gear, até aquele 346 que sua mãe, vó ou mesmo tio pentelho tem empoeirado em algum canto da casa. Explicarei nessa retranca os meios de se criar música em diversos videogames de modo breve.

Existe o método fácil que é baixar plugins para programas como Ableton Live e FLStudio. Dependendo do seu nível de composição e criatividade esse fator não importa. Mas esse é o método mais fácil.
O método difícil é aprender a usar os infames tracker, os quais explicarei na próxima retranca. Existem trackers para muitos hardwares. Existe uma lista na wikipédia com alguns programas.

O mais difundido meio de criação de música hoje é o Game boy. Porque? Por ser um portátil barato e fácil de encontrar. Pelo menos na gringa, claro. No Brasil não é tão difícil, mas todos sabemos o quanto a Sega dominava o país com os produtos lançados pela TecToy e por isso a Nintendo não vendia tanto, exceto após o Nintendo64. E outro fator marcante é o fato de ter diversos programas nativos ao hardware, como os já citados Little Sound Dj (LSDJ) e o Nanoloop. Esses dois são, sem dúvida algum, os softwares de musica mais utilizados na chip music e os mais fáceis.
Mas calma! Para compor no Game Boy você precisa saber algumas coisas:
Você pode baixar a versão demo do LSDJ no site oficial deles e usar no emulador de escolha pra ver o que. Eu prefiro o BGB pois tem uma fidelidade razoável do som, mas como estamos na fase demo ainda o NO$GMB tem um som mais fiel. O Nanoloop também oferece o download da versão demo do seu programa no site oficial. Teste os dois, veja qual a dificuldade e etc.
IMPORTANTE: Por favor, por mais que nós brasileiros não gostemos de gastar dinheiro com softwares, não “roube” o LSDJ.
E porque eu digo somente LSDJ? Porque o Nanoloop não existe em formato rom. Ele salva somente quando em cartucho por inteligentes métodos de gravação. Enfim... Dedicarei outro capitulo somente para o gameboy.

Caso você ache Game Boy coisa de boiola, sugiro que você aprenda bastante sobre trackers, pois eles, como já dito, são a base para chip music.

COMO ASSIM TRACKER?

“Tracker (também chamado de Tracker music ou MOD-scene), é um termo genérico, atribuído a uma classe de softwares, que criam sons digitais através de um sistema organizado de notas, separadas por diversos canais de áudio.
A palavra "Tracker" pode definir tanto estes softwares, quanto os seus canais de áudio, e ainda pode ser a definição do estilo musical, por vezes bastante característico, feito por estes programas. Já "MOD" é um nome que é dado devido a um dos formatos de módulo utilizados pelos programas.
A interface dos primeiros programas trackers é primariamente numérica; as notas são concebidas através de teclas alfa-numéricas no teclado do computador, sendo que os parâmetros adicionais e os efeitos são adicionados por hexadecimais. Os programas mais avançados também permitem criações baseadas apenas em interfaces mais simples e aceitam a entrada de um teclado musical.”
- Wikipédia
Na prática significa um programa aonde você coloca notas musicas em faixar, geralmente na vertical, e cria “instrumentos” (que são as especificações para o hardware reproduzir o som) para que a música toque. Existem vários tracker para todos os tipos de hardware. LSDJ, por exemplo, é um tracker. Caso você tenha apenas seu computador, comece com trackers baseados no Windows, como o caso do Goattracker (feito para emular o som do Commodore64, ou C64), MOD2PSG2 (Master System), TFM Maker (Mega drive), Famitracker (NES), Milkytracker e Modplug Tracker (os dois baseados em samples).

Recomendo o MOD2PSG2 e o Famitracker.
DICA: Crie instrumentos no FamiTracker ou não irá ouvir nada!

GAME BOY É INSTRUMENTO TAMBÉM

Sim! Apesar de não explicar nesse artigo como fazer uma música no Game Boy, explicarei algumas coisas necessárias e importantes. De maneira alguma você deve levar isso como verdade absoluta, pois não é.
Existem vários programas nativos do Game Boy para a criação de música utilizando o chip do ‘tijolinho’. Como já apontado previamente, temos o Nanoloop e o LSDJ. Vamos às diferenças!

LITTLE SOUND DJ (LSDJ): É o mais famoso tracker atualmente. Ele é simples, poderoso, tem uma interface intuitiva, mas tem o ponto negativo de ser um tracker, o que pode assustar alguns iniciantes. O modo de instrumentos é simples, mas hexadecimal (vai de 0 a F). A vantagem é a grande variedade de sons que você pode fazer. É um pouco complicado de usar das primeiras vezes, mas em alguns meses já dá pra começar a brincar pra valer. E não diga que meses é muito tempo. Você não aprendeu a tocar violão bem em uma semana sozinho.

NANOLOOP: Possui uma interface totalmente gráfica, aonde tudo o que você vê são quadradinhos, bolinhas e outras imagens bonitinhas. Não tão poderoso (no que diz respeito a variedade de possibilidades) mas com o mesmo potencial musical. Como o nome diz, ele é focado em loops. Eu usei apenas a versão demo, mas é um programa interessante. Também é um pouco complicado no começo, pois não tem texto explicativo, mas também dá pra aprender em pouco tempo. É bom explicar que existem duas versões desse software. A 1.x é pro Game Boy clássico, a 2.x é pro GB Advance.

A diferença entre eles é apenas na visual. Depende do seu gosto pessoal. Há uma pequena rixa entre usuários de LSDJ e Nanoloopers, mas na verdade não há um programa melhor. Os dois são bons. Depende só de você.

Enfim... após conhecer os programas, brincar com as versões demos você escolhe um dos dois. Ou os dois, não sei. O problema para nos, brasileiros, é o alto custo de importação de tais produtos. O Nanoloop custa em média 58 euros mas não dá trabalho nenhum além de só criar músicas e gravar depois.

Já com o LSDJ a coisa é diferente...
Existem fitas prontas com o LSDJ, mas o modo atual consiste em primeiro comprar a licença no site oficial [www.littlesounddj.com] (custa só US$2,00! Não é muito e vale a pena). Depois você precisa comprar um cartucho regravavel. De uma empresa coreana você consegue comprar por US$25,00, mas tem que pedir por email. Existem outros lugares (lojas virtuais de pessoas do meio musical) que vendem a fita já gravada. Mas tem um problema imenso quanto a gravação dos *.sav. A bateria que permite a gravação pode acabar e você perde todas as suas músicas. Calma, calma! Não se assuste! Nas mesmas lojas você consegue comprar o famoso Transfer II por mais ou menos US$. Seu problema será só encontrar um computador com porta paralela de entrada (sabe aquela entrada no seu PC pra impressora antiga? Então...).
Mas eu, pessoalmente, prefiro esperar pelo lançamento do cartucho USB. Ele consiste nas mesmas duas partes do outro (um transferidor e a fita regravavel), mas sua vantagem será a entrada USB. Ou seja, vc conecta o cartucho no transferidor e funcionará como um pen drive, eliminando erros. (Talvez eu tenha entendido isso errado, mas acredito que seja assim o funcionamento).
Ou, caso você não tenha dinheiro ainda, faça como eu e use emulador. É tosco, eu sei, mas o que importa é a música.


CHIP MUSIC E O INGLÊS

Outra coisa muito importante é aprender a falar inglês. Eu sei que soa muito idiota, mas tem muito material em inglês que facilita bastante. Eu falo inglês, mas não conseguiria traduzir tudo para o português. Nem seria esse o objetivo. Há muita coisa rolando por aí e um local de bastante destaque é o 8bitcollective (não confundir com 8bitpeoples). O 8bc é um fórum destinado a, como o nome já diz, coisas 8-bit. Ele deixa você subir músicas para o servidor, mas CUIDADO! Só coloque coisas lá caso seja chip music. Vá no site, ouça as músicas, conheça artistas (recomendo o Random). A comunidade é aberta a todos, desde que de maneira respeitosa como tudo na vida.
E por favor, esqueçam o Sabrepulse. Ele nem é tão bom assim.

Espero que essa introdução tenha sido satisfatória pra vocês, novatos. O próximo passo é a criação de um tutorial em português para o LSDJ. Aguradem!

sábado, 11 de outubro de 2008

100ª postagem!

Desculpem a falta de atualização no blog. Estive ocupado esses dias!

Enfim, hoje, dia 11 de Outubro, é meu aniversário.

:)

Ainda estou com falta de tempo, mas atualizarei com uma resenha assim que tiver tempo de escrever!

E vou contar também sobre netlabels!

Abraços pra todos e volto logo!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mussum forévis

Eu, pra ser sincero, só me recordo dos Trapalhões quando já passavam as reprises, só com Dedé e Didi ainda vivos. Também lembro o quanto era engraçado.

Esses dias, um amigo meu me mostrou alguns vídeos no Youtube do Mussum. É ótimo ver esses vídeos! Com certeza eles fazem muita falta na TV hoje. Didi e Dedé nunca mais serão os mesmos sem Mussum e Zacarias, todo mundo sabe.

Gostaria mesmo é de rever os Trapalhões na TV. Como não posso, deixo alguns vídeos pra vocês!


"Traz duas ampolas de diuréticus!" - Mussum armando uma pindureta!


"DEUS É TISTIMUNHA!" - Mussum tomando Leite!


"ME VÊ UM MÉ E UMA SARXIXA!" "Salsicha não tem!" - Mussum e a Salsicha misteriosa!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Spore

Eu sempre gostei do jogo The Sims, aquele onde você perde muito tempo brincando de Deus, controlando pessoas e muitos afazeres do cotidiano.

Pois bem... A Maxis, empresa que produziu a série, agora lança um jogo totalmente revolucionário. Spore é um jogo aonde você É Deus. Você começa como uma espécie nova, naquela tal poça primordial aonde todos fomos criados e evolui durante as eras. Você cria seu personagem de acordo com o que você escolheu (herbívoro, carnívoro) e então vai adquirindo novos genes e etc. Conforme você evolue, mais opções são abertas.

De ameba você se torna um ser complexo e vai se tornando inteligente. Essa é uma das (várias) partes divertidas do jogo, aonde você controla a criaturinha que você criou e tem que ou fazer amizade ou destruir outros seres pra adquirir novos itens. Pois bem... Feito isso vem uma parte chata, que é a de tribal, na qual sua espécie é inteligente o suficiente pra se agrupar. Você tem que dominar o mundo, mas ainda existem espécies tão inteligentes como você.

Já civilizado você precisa conquistar o planeta. Sua raça está ainda segregada e cabe a você ou destruí-la ou fazer com que se aliem a você. Após a dominação, o planeta é seu e você está pronto pra parte mais divertida do jogo, que é a exploração universal!

O ponto alto do jogo é o seu editor, no qual você cria a espécie, seus veículos e sua nave espacial, cidades, roupas, etc. Já como espécie evoluída e viajante universal, você pode colonizar e modificar planetas, abduzir seres e coloca-los em outro planeta e muito mais.

Se não levarmos em conta que a parte tribal e de colonização é muito chata e repetitiva, o jogo poderia ser considerado excelente. É ótimo, dá pra perder muito tempo jogando-o e não deixa você ficar entediado, pois os comandos, apesar de um pouco confusos no começo, são facilmente assimilados após alguns minutos de jogo.

Eu recomendo. Tente e você não vai se arrepender!
Esse é o Spore e você será assimilado!

sábado, 13 de setembro de 2008

Watchmen

Não, nunca li Watchmen.

Os meus gibis favoritos são Maus e Sandman. Não conheço a história de Watchmen, mas o trailer me fez querer ver o filme. A maioria das adaptações deixam muito a desejar por conta de inúmeros fatores (como atores, roteiristas, se é um filme hollywoodiano, diretor, produtor...). Adaptações são difíceis. A mais fiel foi a do filme "300" (que por acaso é do mesmo diretor de Watchmen) mas ainda assim muitos criticaram. Não dá pra agradar a gregos e espartanos (piada ruim, eu sei). Homem-Aranha foi razoavelmente bem; X-Men, na minha opinião, foi um fracasso; Hulk sofreu com o seu primeiro filme e espero que a nova versão seja melhor (por conta do ótimo Edward Norton como o grandalhão verde).

E eu quase esqueci de "Sin City", outra ótima adaptação dos quadrinhos de Frank Miller, mas nesse caso a crítica é por ser idêntico aos quadrinhos. Depende só do que você gosta mais.

Assistam o trailer e aqueles que já tiverem lido os quadrinho me digam se está fiel ou se será apenas mais uma adaptação genérica de quadrinhos para o cinema.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Siamese Dream - The Smashing Pumpkins

Muitos consideram Melon Collin and the Infinite Sadness como o melhor disco dos Pumpkins e muitos deixam de lado esse belo trabalho. Por ser o segundo disco de Billy Corgan e cia, talvez a pressão fosse enorme pois todo mundo conhece a lenda da maldição do segundo disco.

Pois, como nós sabemos, eles se saíram muito bem. Foi com esse disco que os Pumpkins conseguiram sua fama, principalmente por conta da faixa "Today", que sem dúvida é uma das melhores faixas que eu já ouvi. Só Billy Corgan consegue fazer uma música tão boa e suja (não vamos comparar com Nirvana e todos do Grunge, nesse caso é diferente). Vamos levar em conta que o produtor desse disco é "só" Butch Vig, que também produziu o primeiro da banda (o álbum chamado "Gish").

Além de Today, o disco conta com outras ótimas faixas, como Cherub Rock, que abre o disco em grande estilo; Hummer, que ainda contém a influência "psicodélica budista" do primeiro disco; Geek U.S.A, uma prévia do que os pumpkins ainda iam fazer; Silverfuck, um épico de 8 minutos no hard rock psicodélico da banda; e Disarm, a balada mais linda dos Pumpkins.

O clipe de Today é psicodélico, com todo aquele visual lisérgico e coloco aqui para vocês conferirem:

terça-feira, 9 de setembro de 2008

II (Pause) - Heartcode

Um dos discos mais legais que eu ouvi nos últimos meses.

A Pause é uma netlabel (ou gravadora virtual, sei lá como chamar) de chipmusic com a proposta de abranger aqueles artistas que não se enquadram no estilo pop de compor usando sons de videogames antigos. Esse disco é um resumo dos artistas da gravadora e sem dúvida uma obra prima. Ele é experimental, tem sons épicos e samplers ótimos.

O disco começa com a faixa The Menu For Today do Temp Sound Solutions, que é uma faixa com um lead ótimo e meio quebrado. No meio da música ela muda de tempo e de tom. A faixa é bem calma e relaxante.

Em seguida vem Alex Mauer com Ikea Shopper Credits, que é muito fácil reconhecer como sendo dele por conta do seu som distinto lembrando muito as melhores música da Sega.

Ensis, do Disasterpeace é uma das minhas músicas favorita de chipmusic. Ela tem uma bateria ótima, riffs muito bem construídos e melodias sensacionais. Todas as faixas desse disco são muito bem produzidas e mixadas, acredito que todos tem um conhecimento grande em teoria musical porque você nota a diferença na construção das melodias.

Stalactite, do Animal Style parece ter sido composta no Famitracker e a melodia principal é muito legal, sempre deslizando. Os arpeggios ao fundo ficam ótimos e as vezes um som de bongo aparece no meio da música. O mais legal é o baixo.

Tudo bem, estamos agora entrando na faixa Crystal Waves do Phlogiston e é realmente uma viagem. Sabe no jogo quando o pessoal no barco sai do porto e então aparece um cg bem legal? Essa é a música que deveria tocar. Se consegue até visualizar os pássaros e o céu azul.

Outra música do Alex Mauer, dessa vez chama Monstrox. E eu tenho certeza que foi escrita no Mod2PSG2. O canal de ruído é característico do Master System. Faixa ótima.

Shnabubula vem com Get Pumped, que apesar de começar fraca ela fica cada vez melhor. A bateria fica ótima e lembra muito alguma fase de luta de qualquer jogo, ou melhor, um CG de abertura de... digamos... Wild Arms? Dá pra dançar muito fácil com essa faixa.

Rubles From Heaven do Xoc me lembra muito hip-hop dos anos 80, não sei porque. Ah, é boa também, não sei como explicar essa música. Streets of Rage, talvez?

E então, quase no fim, você acha que não ficaria melhor. E então começa uma voz e depois um riff hipnótico de fazer abrir um bate-cabeça no meio da pista de dança. Four Lights do Norrin Radd, é a minha faixa favorita desse disco. É um chiptune progressivo. É absurdamente complexo, tem muitas mudanças de tom e de tempo, melodias que poderiam ter saído de um disco de prog rock sem dúvida. São 6 minutos de puro bate-cabeça. E a única coisa que eu critico nessa música é que o final poderia ser mais longo, aquela melodia no final me arrepia de tão boa. Aliás, os últimos dois minutos e meio são épicos.

E, pra fechar, Heart Pitches, outra do Temp Sound Solutions. Essa é muito bem construída. No começo você vai achar estranho porque a bateria é somente samplers de jogos de luta e efeitos de pancada. No final tem uma melodia ótima com um som tão legal. Lembra um theremin.

E aí você lê e fala: nossa, legal! Onde eu acho?

VOCÊ BAIXA ESSE DISCO AQUI E DE GRAÇA! Clique em Free Download, embaixo da capa.

Se não pôde ter contato com a chipmusic ainda, não há maneira melhor de descobrir do que essa, acredite. Não deixe de conferir os outros discos do catálogo da Pause porque vale muito a pena (comece com Alex Mauer, claro).

sábado, 6 de setembro de 2008

We need to funk!

Apesar da minha total falta de conhecimento em funk (não o carioca, por favor pessoal) não há como negar que essa música que me deparei no youtube seja maravilhosa. Eu sei que George Clinton, um dos mentores do Parliament-Funkadelic, é um cara do qual a música preciso conhecer. Provavelmente em algumas semanas eu apareça com um review de algum disco dele por aqui.

Pra ser sincero, eu só ouvi essa música do clipe aí embaixo. Mas me lembrou bastante a época Young Americans de David Bowie.

Enquanto não ouço mais pra poder ter uma opinião real sobre George Clinton e suas bandas, fique com o vídeo no youtube:


FUNK IT UP!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Funky beats


Hoje tirei um tempo pra ouvir algumas coisas que estavam na minha lista de espera.

Peguei o disco da Banda Black Rio chamado Maria Fumaça. Funk ótimo, apesar que muitos não vão gostar por as vezes conter um leve gosto de samba no fundo (mas isso não é problema algum, galera!). Tem ótimas levadas de baixo, tem uma mistura muito divertida de funk e soul com jazz e samba. Não se preocupem, rockers de plantão. Esse disco instrumental deve ser ouvido por vocês sem preocupação pois ninguém vai achar que você está ouvindo um sambão e assim ser caçoado por seus amigos.

Outro disco bom que ouvi hoje foi o Album do Mantronix, banda de electro dos anos 80. Batidas ótimas da minha bateria eletrônica favorita (a TR-808) e bons vocais. Já fazia algum tempo que eu tentava baixar esse disco e finalmente consegui. Eu sei que baixar coisas na internet é feio, mas como eu conseguiria ouvir esse disco? Duvido que tenha sido lançado no Brasil.

Enfim, essas são as dicas de hoje. Espero voltar amanhã com um review!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Titãs - Cabeça Dinossauro

E vocês se perguntam: poxa, mas titãs não é pós-punk, é rock fulero, bla bla bla?

E eu respondo cabeça dinossauro, espírito de porco!

O final do ano de 1985 foi conturbado para dois integrantes dos Titãs: Arnaldo Antunes e Toni Bellotto. Os dois foram presos por terem sido encontrados com heroína. Arnaldo foi considerado traficante e Bellotto como consumidor. Os dois foram liberados por serem réis primarios, mas Antunes ficou alguns dias preso. A banda não estava vendo muito, os dois discos anteriores (Televisão e Titãs) foram um relativo fracasso e a banda procurava por sua identidade no meio do turbilhão de bandas que apareciam no Brasil naqueles anos. Tudo isso foi transportado para o clima do álbum.

Então em 1986, no estúdio Nas Nuvens, famoso por ter sido palco de gravações de tantos outros bons disco, os Titãs dão o primeiro passo para a gravação do seu melhor disco.

Com ataques diretos e ferrenhos aos pilares institucionais de nosso país e letras incríveis, nas quais a maioria foi escrita por Arnaldo Antunes, se despontando como o letrista mais importante da banda. 8 das 13 faixas são assinadas por Arnaldo.

A capa já é um convite à fúria contida no disco. A obra é de Leonardo DaVinci e se chama "Expressão de um Homem Urrando". Na contra capa do vinil também está outra obra de DaVinci chamada "Cabeça Grotesca".

O disco já abre com uma música adaptada de um cerimonial dos índios do Xingu para afugentar os maus espíritos. A faixa título é totalmente tribal e o clipe é muito engraçado, gravado em 8mm de maneira independente. Dizem que a letra nasceu no ônibus, na qual alguém (não sei quem) começou com cabeça dinossauro, outro falou pança de mamute e terminou com espírito de porco.

Em seguida mais urros com AA UU, letra sobre rotina e loucura (Eu como, eu durmo, eu durmo, eu como / Está na hora de acordar, está na hora de deitar).

Igreja é um tapa na cara dessa instituição e acredito que Nando Reis não cante mais essa música atualmente. Ele vai cantando de tudo o que não gosta (Não gosto de padre / Não gosto de madre / Não gosto de Frei) e afirma, ao final, "não tenho religião".

Polícia é o retrato da indignação de Toni Bellotto. Com letras questionando a autoridade e a proteção que é dever da instituição, a faixa já foi regravada pelo Sepultura e muitas outras bandas punks de garagem por aí.

Estado Violência mostra o lado letrista de Charles Gavin, o que é muito legal. A letra é ótima, a música é ótima. "Estado violência, deixem-me em paz!"

A Face do Destruidor é uma pequena faixa constituída de um poema, acredito eu, concreto. É uma porrada na orelha que se iguala a sujeira do Ratos de Porão, na minha opinião. Pra quem diz que Titãs só toca música meia boca, essa música é a prova de que todos tocavam bem.

E falando em Porrada, essa faixa é pura brincadeira e ironia. "Porrada / Nos caras que não fazem nada". E essa música é tão boa só pelo fato das brincadeiras como "Parabéns para as meninas da torcida adversária" e "A todas as senhoras muita consideração".

Mas, depois de tanto levar pancada você fica cansado. Tô Cansado é um ode ao perdedor, àquele que desistiu das coisas porque elas nunca vão pra frente. É o ode àquelas pessoas que ficam indignadas depois de tanto apanharem de coisas tão bestas da vida. E a brincadeira com as palavras é sensacional, vide "Tô cansado de me cansar / Tô cansado de descansar".

Final do Lado A, começo do Lado B. Bichos Escrotos tinha a radiodifusão e execução pública proibidas pela censura, o que não impediu dessa música se tornar muito famosa apenas pelos belos versos "Oncinha pintada / zebrinha listrada / coelhinho peludo: / Vão se foder! / Porque aqui na face da Terra / só bicho escroto é o que vai ter!".

Família é uma das faixas que eu menos gosto de ouvir desse disco e mesmo assim ela é ótima. Apesar de não ter sido escrita por Nando Reis, ele traduz perfeitamente o clima da faixa, um reggae estranho. Atacando outro pilar institucional, Família narra estórias que poderiam acontecer no cotidiano.

Em seguida vem Homem Primata, outra faixa muito executada nas rádios e um dos hits absolutos dos Titãs. A primeira estrofe está dentro de todas as mentes no país: "Desde os primórdios / Até hoje em dia / O homem ainda faz / O que o macaco fazia". Nem preciso falar mais.

Dívidas talvez seja o ponto cego do disco. Não é uma faixa memorável (eu estou ouvindo o disco e só vou lembrar dela assim que chegar na faixa). A faixa é um reggae também, como Família, mas um pouco mais pobre de história. A letra retrata a época em que foi composta, aonde o dinheiro desvalorizava muito rapidamente (apesar de que esse disco vendeu bastante por conta de uma súbita valorização do cruzado, cruzeiro, não me lembro).

O Que é a faixa mais emblemática desse disco. Reza a lenda que a gravação dessa faixa durou 12 horas. A letra poética de Arnaldo é sensacional e é um trava língua certeiro. É a minha favorita do disco, isso porque usa bateria eletrônica, tem um baixo espetacular de Nando Reis e guitarras ótimas no maior estilo New Wave, além das eventuais percursões no meio da música.

Não tenho noção de quantas pessoas ainda não ouviram esse disco maravilhoso do rock brasileiro. Se você é uma dessas, apesar de você já ter ouvido algumas dessas músicas com certeza, vá e compre, baixe, tanto faz!

O que não é o que não pode ser que o não pode ser o que não é o que não pode ser que não é.

Clipe do Cabeça Dinossauro:

2 anos de blog

Apesar de ter sido no dia 26/06, vou comemorar agora.

Eu tinha me esquecido completamente do dia que eu comecei a trabalhar esse blog. Não é dos melhores, nem dos mais atualizados, mas pretendo deixar ele em forma.

Prometo que vou postar mais vezes por semana aqui.

Hoje mesmo volto mais tarde com uma resenha nova. Já volto!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ecos Fantasmas #3

Dessa vez mais curto, mas ainda assim só com coisa fina!
É um programa especial só com bandas brasileiras, outros desses virão futuramente.

DOWNLOAD AQUI!

00:00 - Akira S & as Garotas que Erraram - Swing Basses Series 2
01:36 - Lobão e Os Ronaldos - Teoria da Relatividade
04:15 - Fellini - Teu Inglês
07:50 - Capital Inicial - Leve Desespero
11:41 - Plebe Rude - Minha Renda
14:17 - As Mercenárias - Pânico
16:32 - Varsóvia - Noites
20:00 - Harry - Genebra
23:18 - Fuligem Sépia - A Balada da viuva Branca
27:52 - Drama Beat - Platonic

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

We touch the skies...

Faz algum tempo que não resenho nenhum disco. Não tive "tempo" (vontade) de faze-lo. Estou mais preocupado com o podcast, que entre amanhã e quinta estará no ar com mais uma edição.

Eu poderia ficar colocando um monte de link pras bandas amigas (Silent Party, Fuligem Sépia e Drama Beat), mas ah... vou colocar o link da minha.

Ainda procuro um sentido em fazer música. Ainda procuro um sentido em ser jornalista.

É só uma Crise de Personalidade.

Isso passa.

Agora uma foto legal dos anos 80, a época em que (pelo menos ao que parece) as bandas tinham lugar pra tocar e eram, até certo ponto, respeitadas. Além de criativas, claro. (Aonde mais surgiria uma banda New Wave brega com 8 integrantes?)

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ecos Fantasmas #2

Isso mesmo! Já está no ar o novo episódio do Ecos Fantasmas. Ainda estou experimentando como se apresenta um programa de rádio e por isso ainda está bem meia boca. Mas as músicas são boas!

BAIXE AQUI O SEGUNDO PROGRAMA

00:03 - Hiroshima - Information Society
04:44 - Atari Baby - Sigue Sigue Sputnik
10:06 - Dish It Out - James Chance & the Contortions
13:23 - Cry - The Birthday Party
16:08 - I Broke Up (SJ) - Xiu Xiu
19:25 - Saídas Ocultas - Fuligem Sépia
22:44 - Tão Perto - Cabine C
26:20 - Less Than Human - Chameleons UK
30:16 - I Call You - Silent Party
35:24 - Ensis - Disasterpeace
41:59 - Howling - Sparkyboy
46:46 - Bit Shifter - Antenna

Os Links?
Fuligem Sépia
The Silent Party
Selo II (Pause)
Spurs of a Dead Ranger - Sparkyboy (página de download)

Bom divertimento!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Podcast novo saindo amanhã

Acabei de gravar o podcast mas só subirei ele pra net amanhã a tarde.

Espero que gostem!

Volto amanhã com o podcast pronto.